Grupo de Mídia SP

História

A idéia do Grupo ocorreu quando Wanderley Fucciolo, em 1968, então Diretor de Mídia da Thompson organizou uma pequena reunião de pesquisa com profissionais de mídia a pedido do seu cliente Seleções do Readers Digest. Lá estavam Fucciolo, Otto Vidal, Helio Abbud, Nicolau Nigro, Octávio Florisbal e o Calé.

Lá surgiu a idéia de organizar encontros periódicos de profissionais da área. Imediatamente montou-se o grupo, acrescido de outros profissionais da área: Zé Francisco, Paulo Chueiri, Zé Alves, Fátima Pacheco Jordão, Gustavo Cruz, Otto Zoega, Neyza Furgler, J. Waldemar Lichtenfels, Altino João de Barros, Ivandir Kotait, Claudio Pereira, Luis Grottera, Hilda Wickerhauser, Izacyl Guimarães Ferreira, Aroldo Ribeiro, Raul Aguiar e Márcio Raso. Em fases posteriores se juntaram ao grupo, Ivan Marques, Claudio Venâncio, Ângelo Franzão, Edison Benetti, Daniel Barbará, Toninho Rosa, Daina Ruttul, Célia Fiasco, Sônia Leme, Isidro de Nóbrega, Vagner Yoshihara, Paulo Gregoracci, Elenice Mori, Welhigton Barros, Geraldo Leite, Maria do Carmo Kozma, José Reinaldo Gomes, Márcia Pudelko, Paulo Queiroz, Paulo Stephan, Ana Lúcia Fugulin, Ana Lúcia Magalhães, Cecília Chagas, Manoel Mauger, Joaquim Ferraz, Luiz Sumida, Rosemary Campiani, Roberto Genistretti, Elisa Calvo e outros que somados chegam a 300 profissionais de mídia que prestaram significativa contribuição ao grupo. E, a cada ano, novas diretorias e talentos emergentes se incorporam ao grupo, tornando-o cada vez mais forte.

Os departamentos de mídia nos tempos que antecedem a década de 70 diferia muito do modelo atual. Na ocasião, algumas atividades de mídia não eram exercidas pela Mídia. O planejamento, com seus fatores de decisão estratégicos, como indicação dos meios, períodos, avaliações de mercado, freqüência, cobertura etc., na maioria dos casos tinha o dedo do Atendimento.

Algo coerente na época, já que os departamentos de mídia transitavam da departamentalização por meio para o planejamento unificado. O Atendimento detinha o controle da informação e costurava o processo. A Mídia, não sendo generalista, produzia as ações separadamente por meio, perdendo o fio do planejamento como um todo. Notícias ou imposições das agências americanas forçavam o processo de unificação da área. Profissionais que emergiam buscavam conhecimento, espaço e status. E, por outro lado, uma força empurrava os profissionais de mídia para a união - para aprender, evoluir juntos e cultivar amizades. Por mais concorrentes que fossem, este grupo de profissionais se respeitava, ajudava uns aos outros, estudava, trabalhava duro, ensinava. Esta é uma característica do grupo que permanece até os tempos atuais e que o torna uma associação diferente, admirada e respeitada no mundo todo.

Há bons exemplos de profissionais, alguns que se foram e outros que se moveram para veículos ou clientes, onde o respeito e uma grande paixão pela entidade é constantemente revelada.

No cenário de fins da década de 60 e por toda a década de 70, o Grupo de Mídia e a mídia como um todo tinha tudo para progredir. O Grupo de Mídia foi pesquisar cobertura de TV, organizou comissões para estimular avanços de qualidade no ferramental de pesquisa, controle, relatórios de investimentos, dados de mercado. Foi buscar tecnologia e idéias de fora. Organizou encontros memoráveis de mídia. Trouxe Michael Napples, Larry Cole, Krugman e tantos outros profissionais de agências, veículos, anunciantes e especialistas em pesquisa, para aprimorar conceitos de cobertura, freqüência eficaz, Net Impact, planejamento e a nova mídia. Muitos foram batalhar dando aulas nas escolas de comunicação. Pelo Brasil afora o Grupo de Mídia se mobilizou em exaustivos fins de semana organizando seminários, palestras, cursos especiais e motivando a criação de grupos regionais. Incentivou-se a implantação do Audi-TV, a vinda da Leda da Argentina e a participação no projeto ABAP/IBOPE. Momentos complicados pelos quais o País passou alteraram rumos e posturas da Mídia. Mas o Grupo se manteve sempre buscando a evolução da atividade. É incalculável o significado da obra que o Grupo construiu. O Grupo possui sua sede. Edita o Mídia Dados. Diversas comissões de trabalho todos os anos compartilham de estudos ou movimentos vitais para a valorização da atividade. Os seus cursos são disputadíssimos.

Todos os anos o Grupo organiza visitas a empresas de mídia, associações e centros tecnológicos americanos para saber de novidades na área de mídia. Alguns profissionais chegaram aos comitês internacionais de mídia de suas agências. Vários sentam ao lado do dono. Alguns já são donos.

Não foi pouco. O Grupo de Mídia, seguindo a sua vocação primordial, por certo estará atento a novas mudanças, buscando novos formatos de avaliação de mídia. E o profissional de mídia , acima de tudo, deverá continuar abrindo seus horizontes, adquirindo conhecimentos que o habilite a ser mais que Mídia - a ser um profissional de comunicação; participando ativamente de todos os movimentos do negócio da propaganda.

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